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Analogia aos Ciclos Vícios Inconscientes

  • Foto do escritor: Raquel Costa
    Raquel Costa
  • 24 de mar.
  • 2 min de leitura

Por: Raquel Silva Costa


Usando aqui como fontes teóricas Freud e filosofia, podemos observar a vida sob a ótica de um jogo estratégico.

 O "manual de instruções" nos é apresentado por nossos pais ou cuidadores e, dependendo de como o assimilamos, teremos maior ou menor êxito na compreensão das regras da existência, podendo ter êxito em muitas fases ou falhamos outras, no entanto. Nesta interpretação se inscreve o Eu a elaborar seu próprio manual.

O Mecanismo da Fuga muitas vezes se mostra “eficaz”, quando o jogo da vida se torna difícil ou doloroso, nosso inconsciente busca formas de nos defender da frustração. É aqui que surge a analogia aos vícios inconscientes:

 Assim como em um jogo eletrônico, tentamos "resetar" situações ou trocar de "jogo" para evitar olhar para o que dói. Contamos a nós mesmos histórias para justificar o reinício da mesma situação em um novo formato.

Assim alternamos entre “ jogos” emocionantes e desafiadores para buscar caminhos de fuga e uma sensação eu eufórica momentânea ou jogos extremamente tranquilos para anestesiar angústias profundas, esse é o mais silencioso buscamos “jogos”, ou situações que tenham sempre o mesmos padrão. Basta somente finalizar e iniciar o algo igual.

O Vício como Anestesia traz o ponto central que reside no uso do "suposto prazer" para suprimir as causas reais do sofrimento e evitar o enfrentamento. Este comportamento não se limita aos jogos eletrônicos, mas estende-se a substâncias (álcool e drogas) e comportamentos (pornografia e acúmulo).

Quando o inconsciente entra nesse modo automático de "anestesia",ou ”abstinecia euforia” o corpo começa a manifestar sintomas que a medicina convencional muitas vezes não explicava, hoje felizmente com grande avanços temos a possibilidade de nos ater ao que Freud identificou como o grito de socorro de seres extremamente complexos, e buscar apoio para tornar nossa saúde mental mais saudável. A metáfora do jogo é apenas a ponta do iceberg de um mecanismo de defesa que nos impede de vivenciar a realidade de forma plena. Se ignoramos o inconsistente ira dar vazão ao que precisamos olhar com mais atenção em nossas relações intimas, social e corpo em ultima instância.

“O paciente não recorda nada do que esqueceu ou reprimiu, mas o atua. Ele não o reproduz como lembrança, mas como ação; repete-o sem, naturalmente, saber que o está repetindo.”

Sigmund Freud, em Remembering, Repeating and Working-Through

 


 
 
 

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